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Nutrição é Show de Bola!

Autor: Mário Flávio Lima
Email: mario@nutricaoemfoco.com.br

Nutrição é Show de Bola!

Se perguntarem para você, o que é essencial para formar um time campeão mundial, o que você responderia? Certamente a maioria das pessoas responderia “um técnico linha dura”, “jogadores experientes”, “treinamento, dedicação e esforço”, “o Kaká”... É bem verdade que isso tudo são fatores que contribuem sim para o sucesso de um time. Entretanto, nada disso adiantaria se os jogadores não se alimentassem e se hidratassem de forma correta. E não existe um profissional tão capacitado como um Nutricionista para cuidar dessa questão!

É preciso muita atenção para lidar com jogadores de futebol. Assim como a maioria dos esportes coletivos, o futebol mescla atividades com intensidades bem variadas. O jogador chega a correr uma distância de 9 a 12 km em uma só partida! É claro que a intensidade dessas corridas diminui com o passar dos minutos e o tempo que o jogador leva para sentir o impacto desse cansaço pode variar com o preparo físico, intensidade da partida, condições ambientais e claro, a alimentação.

Uma nutrição adequada otimiza a produção de energia, maximiza o desempenho e contribui para minimizar o risco de lesões tanto em treinos quanto nos jogos. Um jogador gasta em média 1360 kcal durante seu treinamento (mais da metade que uma pessoa normal gasta em média um dia). Ter o pleno conhecimento do estado nutricional dos membros da equipe, estudar seus hábitos alimentares e o acompanhar diariamente o time (incluindo os treinos e jogos) são fundamentais para a elaboração de um cardápio que atenda as necessidades da equipe.
 
Uma atividade intensa como o futebol aumenta as necessidades de certos nutrientes. A ingestão de alimentos deve garantir a reposição e manutenção dos nossos estoques de energia, em especial os carboidratos, que são a chave para produção de energia durante o exercício. A fadiga e a exaustão muitas vezes estão ligadas a depleção dos estoques desse nutriente, que fica armazenado no organismo sob a forma de glicogênio. A pouca reserva desse nutriente é bem comum nesse esporte devido aos maus hábitos alimentares, treinamentos excessivos e agenda exaustiva de jogos. Sendo assim é importante o consumo de carboidratos durante e logo após os treino e competições mesmo quando não apareceram os primeiros sintomas de fadiga.


Os jogadores também estão expostos a um alto risco de desidratação. Além de todo o esforço físico ainda temos o problema das altas variações de temperatura, umidade e pressão das regiões visitadas (outra questão importante do nutricionista conhecer). Uma desidratação, mesmo que pequena, pode contribuir não somente para o desgaste físico ou perda de rendimento do jogador, mas também para o comprometimento de algumas funções fisiológicas dos atletas. Portanto, é papel do nutricionista, junto à comissão técnica, o estimo da ingestão de líquidos de forma frequente e regular pelos jogadores. Para isso, é preciso a escolha de um repositor hidroeletrolitico que atenda as necessidades nutricionais e que tenha de boa aceitação pelos atletas.

A equipe é comandada do lado de fora do campo por um técnico. Ele recebe as orientações de uma equipe multiprofissional que além do nutricionista é composta na maioria das vezes por professores de educação física (preparação física, treinamento de goleiros, reabilitação de jogadores etc.), médicos, fisioterapeutas, psicólogos, fisiologistas, assessores de imprensa, entre outros.

Em um time de futebol não existe trabalho individual, portanto o bom convívio com todos os profissionais envolvidos é muito importante para a eficácia do trabalho. A boa interação de toda a equipe é garantida de um bom desempenho e de gol na certa!


 

Segundo a Coordenadora de Nutrição Esportiva, Nut. Msc. Arícia Motta, no que se refere ao futebol é fundamental salientar que além dos aspectos fisiológicos, há os sociais e psicológicos que envolvem este grupo tão peculiar. O fato é que muitos jogadores originam de grupos de baixa renda, pouca escolaridade e pouco volume de leitura em geral. Estas características fazem com que muitos jogadores tenham resistência para se submeter às orientações nutricionais prescritas: "O que? Depois de um jogo eu não vou beber cerveja e comer um churrasco com os amigos para comemorar?" "Bebida alcóolica desidrata? Tá de brincadeira!". Estas e outras muitas frases estão presentes entre jogadores profissionais ou que pelo menos são pagos como se fossem. Nesses casos, além do trabalho integrado com fisiologistas e preparadores físicos, precisamos recorrer à ajuda psicológica para que consigamos resultados mais adequados. O fato é que trabalhar com jogadores que são realmente profissionais comprometidos com o resultado, com a torcida, com o seu próprio organismo é um trabalho MARAVILHOSO! Por serem altamente exigidos fisicamente, a adequação nutricional traz a eles um resultado rápido e muito gratificante para nós que os acompanhamos! Manterei o sigilo quanto aos nomes dos atletas, mas agradeço aqueles que têm me permitido estar com eles durante a trajetória profissional.

Contato: aricia@nutricaoemfoco.com.br

 
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